HIV (VIRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA)

Pertencente à classe dos retrovírus e causador da AIDS como conseqüência de sua ação no organismo humano, o vírus HIV age no interior das principais células do sistema imunológico, os linfócitos, sendo o mais atingido entre eles o linfócito TCD4.
Essas células passam a não funcionar com eficiência e o organismo começa a perder a habilidade de combater doenças, ficando o indivíduo susceptível ao aparecimento de infecções oportunistas e outros males.
Na fase inicial da doença, devido a grande replicação do vírus, a infectividade é maior e nesse período o vírus pode ficar inativo nos linfócitos por longos períodos.
Assim sendo, o indivíduo portador do vírus pode permanecer assintomático por anos e pode infectar outros indivíduos, pois mesmo assintomáticos são pacientes infecciosos. Conforme a doença progride o paciente apresenta várias manifestações sistêmicas como: febre, tremores, calafrios, perda de peso, anorexia, suores noturnos, etc. A avaliação laboratorial revela nesses pacientes: Leucopenia (número de Leucócitos baixo), Linfopenia (número de Linfócitos baixo) e Trombocitopenia (número de Plaquetas baixo).

Para o diagnóstico do HIV os exames laboratoriais que devem ser realizados são:


• O teste ELISA – É realizado através do exame de sangue na busca de anticorpos contra o HIV, sendo o teste inicial e mais amplamente utilizado, apresentando uma especificidade de 98%;
• WESTERN BLOT – É um teste confirmatório, só sendo realizado se o teste ELISA for positivo;
• TESTE DE IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA PARA O HIV-1 – Também é um teste confirmatório, só sendo realizado na positividade do ELISA e detecta anticorpos contra o HIV.

Os exames laboratoriais devem ser realizados periodicamente nos pacientes HIV-positivos para descartar infecções oportunistas. Exames como: CONTAGEM DE PLAQUETAS, HEMOGRAMA, CONTAGEM DE CÉLULAS TCD4 devem ser avaliados. A contagem de células TCD4 estando acima de 600 cél/mm³ revela que estes pacientes se encontram menos propensos a desenvolverem infecções. Quando a contagem dessas células chega a baixo de 200 cél/mm³ de sangue o paciente encontra-se na fase final correspondendo à redução critica dessas células.

Atualmente a sobrevida dos pacientes portadores do HIV é cada vez maior e de melhor qualidade devido ao grande avanço das pesquisas sobre medicamentos e da evolução tecnológica, permitindo que esses pacientes possam viver por um longo período sem manifestar nenhum sintoma ou sinal da doença.

Fonte: Laboratório Luiz Alberto Florencio


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