Laboratórios apresentam nova geração de drogas contra
aids
LOS ANGELES, EUA - Na semana que vem, uma conferência de cientistas ligados
ao assunto, em Los Angeles, vai revelar novos e promissores produtos. "Há uma
confluência de novas drogas para sair, e as pessoas estão muito
entusiasmadas", disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional para
Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.
Entre elas estão versões mais aperfeiçoadas de drogas
que tradicionalmente combatem o HIV, além de medicamentos que atacam
o vírus por mecanismos inovadores, inclusive bloqueando sua entrada
nas células do sistema imunológico.
O vírus da imunodeficiência humana, que causa a aids, infecta
quase 40 milhões de pessoas no mundo todo.
Cerca de metade dos pacientes tratados param de responder a pelo menos uma
droga, disse John Mellors, chefe de infectologia da Universidade de Pittsburgh.
A resistência está se tornando um problema porque o vírus
sofre mutação, especialmente se os pacientes deixam de seguir
com rigor os complicados regimes de medicação.
Na terça-feira, a Merck vai divulgar os resultados do ensaio com o MK-0518,
de uma nova classe de drogas, os inibidores de integrase, que bloqueiam a informação
genética de que o HIV precisa para se reproduzir. Na quarta, a Gilead
Sciences Inc. vai apresentar dados sobre os ensaios com seu inibidor de integrase
experimental, o GS-9137.
Uma outra classe nova e promissora de medicamentos age bloqueando a entrada
do HIV nas células T, um tipo de linfócito essencial para o sistema
imunológico. Elas atingem os receptores, chamados CCR5, que ficam na
superfície das células T, e que servem de porta de entrada para
o vírus da aids. Por isso, esses remédios são chamados
de inibidores de CCR5.
A Pfizer apresenta também na semana que vem dados sobre um ensaio com
seu inibidor de CCR5, o maraviroc, que aguarda aprovação para
uso nos Estados Unidos e na Europa.
Fonte: Reuters
Extraído do site: http://www.sbac.org.br/qualinews/index.htm
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